Aposto que muitos aí nunca ouviram falar em mixologia molecular, não é? Mas não se preocupe, titio Vini está aqui para lhes mostrar essas nova tendência. Em muitas baladas aqui em São Paulo já estão preparando esses drinks, que nada mais é do que que misturam consistências sólidas (ou quase) e líquidas, transformando texturas ao preparar as bebidas, se ficou difícil de entender eu te digo, mixologia molecular em vez de você beber o drink e apreciar o sabor aqui você come a bebida alcóolica.

Segundo o mixologista e consultor Marco De la Roche, a técnica vem da gastronomia e usa conhecimentos da química e da física para desenvolver uma nova experiência sensorial. "A ideia é quebrar paradigmas e tirar o melhor proveito de cada ingrediente na preparação do drink", diz ele. A mixologia molecular envolve três técnicas básicas: esfera, que usa alginato de sódio e cloreto de cálcio para criar uma reação química, produzindo uma película fina com líquido dentro (quando feita em tamanho menor, é chamada de caviar); ar, resultado da mistura da solução escolhida, como uma calda ou um suco, com lecitina de soja em pó, obtendo uma textura semelhante à de bolhas de sabão, com sabor bem suave; e neve, que é o ar congelado, virando uma película fina e quebradiça. Há ainda as bebidas que ficam totalmente sólidas e precisam de colher para serem apreciadas, como é o caso do Bloody Mary Duo Cube.

As técnicas mais usadas para "molecularizar" um drinque são: esferificação (transformando-o em esferas ou miniesferas), gelificação (é possível obter formatos de espaguete, cubos, entre outros), espessão (criam-se cremes e outros efeitos de suspensão), emulsificação (obtém-se uma espuma tipo chantilly), aeroficação (a consistência é a de uma espuma mais leve) e congelamento rápido (confere a textura de sorbet ao drink). "Esses efeitos são obtidos através do uso de aditivos hidrocoloides, emulsionantes, estabilizantes, espessantes ou gelificantes, como o alginato de sódio, o lactato de cálcio, o Agar Agar, a leticina de soja, o G Bloom 180 e o nitrogênio líquido", explica o mixologista Beto Ferreira, da Officinatres.

Mas, uma das casas que investiu no tema e tem até um barman especialista no assunto é o Lab Club, que fica na Rua Augusta, no burburinho do Baixo Augusta, o local atrai baladeiros na faixa dos 20 aos 30 anos e lota de 5a a sábado. Os donos são os mesmos da casa Clash. Sábado passado tive que ir conferir de perto essa nova tendência, e garanto fui surpreendido, sensacional poder comer gelatina de tequila e "spaguetti" de capirinha.
O cardápio oferece os combos extreme, onde quanto mais você bebe mais barato fica. Um drink molecular custa entre R$ 13,00 e R$ 17,00, ideal para pedir em grupos de amigos. Eu experimentei a “caipirinha”, dois outros drinks à base de tequila (molecular cuervo e a lab margarita) e, ao final, o B52. As formas são criativas e divertidas, o gosto se aproxima claro dos ingredientes do drink em si e a textura é muito similar a de uma gelatina. Gosto não se discute, mas o sabor é realmente o mesmo do drink em si, a textura (gelatinosa) é que pode agradar ou não. Acho interessante como “aperitivo”, como tomar um shot para dar aquela aquecida e aí passar para um drink tradicional ou uma cerveja. Depende do gosto de cada um. Só vale o cuidado pois a brincadeira engana: de “caveirinha” em “caveirinha” você pode ficar trilouco!


spaguetti de Caipirinha


Se você quiser conferir perto deixo aqui as informações do Lab Club.

Lab Club
Horário: Terça a quinta a partir das 21h. Sexta e sábado a partir das 23h.
Lotação: 300 pessoas
Gênero: Eletrônico
Estrutura: Acesso a cadeirantes | Acesso ao metrô | Ar-condicionado | Área ao ar livre | Bar | Chapelaria | Fumódromo
Idade mínima: 18
Site: http://www.labclub.com.br/

0 comentários:

Postar um comentário


Copyright © 2012 Put the Glasses Todos os Direitos Reservados. Powered by Blogger.